Segurança Alimentar

8 de outubro – Dia Mundial do Ovo

Partilhar

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Ovo que, por ser um elemento fundamental na alimentação dos portugueses e a ele também estarem associados alguns perigos, quer relativos a alergias e/ou intolerâncias alimentares quer às condições de utilização, o Gabinete de Segurança Alimentar da AESintra preparou uma abordagem para leitura rápida e, fundamentalmente, direcionada às boas-práticas e recomendações na utilização deste alimento.

Habitualmente, associa-se o ovo (na maioria das vezes) a um acompanhamento, no entanto, cada vez mais se verifica que este alimento pode também ser servido como prato principal de uma dieta mediterrânica.

De acordo com os dados estatísticos do INE, só em 2020 foram consumidos em Portugal, 1 885 068 milhares de ovos e o consumo tem aumentado a cada ano.

Na nova roda dos alimentos, o ovo preenche uma fatia de 5%, conjuntamente com a carne e o peixe (fontes de proteína), porém, para que seja feito um consumo consciente, pode ser consumido até uma porção por dia, ou seja 1 ovo médio (55g) por dia.

O facto de ser um alimento nutritivo, o ovo torna-se no “habitat perfeito” para microrganismos patogénicos, aumentando o risco de intoxicações alimentares após o seu consumo. Por outro lado, as suas características também “facilitam” esta contaminação: A casca é porosa e a sua porosidade vai aumentando ao longo do tempo ficando assim mais suscetível a possíveis contaminações.

A clara, apesar de estar protegida com uma membrana (membrana testácea), é gelatinosa, tem um pH alcalino (8) que sobe por libertação de CO2 (alcalinização), ou seja, favorável ao crescimento microbiano. A gema é de cor amarelo a laranja (devido à presença de B-carotenos na ração que os animais consomem) formada por vitelo nutritivo protegido por uma membrana que pode romper com o envelhecimento do ovo, diminuindo a sua frescura.

Quando o ovo se encontra no mesmo ambiente que o seu “produtor” – as aves – estes podem ficar de imediato contaminados. A salmonella pode estar presente quer no seu interior quer na sua casca, por isso, é muito importante sermos cuidadosos quanto a forma como os usamos e como os manipulamos e/ou confecionamos.

A salmonelose é considerada uma infeção zoonótica – doença de animais que pode ser transmitida a humanos. Os animais para consumo são infetados através do contacto com outros animais infetados, por exemplo aves e roedores, ou através do consumo de rações ou de água contaminados (ASAE). A maioria das pessoas infetadas com salmonella desenvolvem diarreia, febre, cólicas abdominais e vómitos entre 12 a 72 horas após a infeção. Os sintomas geralmente duram de 4 a 7 dias. Algumas pessoas estão em maior risco de doença grave, nomeadamente, crianças, idosos, grávidas e pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos.

Seguem algumas recomendações para que o ovo seja consumido da forma mais segura:

No momento da compra

  • Estado da Embalagem e do ovo;
  • Verificação dos Prazos de Validade

(Fonte: https://www.deco.proteste.pt/alimentacao/produtos-alimentares/dicas/ovos-como-escolher-e-decifrar-os-codigos)

Os ovos devem ser sempre rejeitados se a casca estiver suja, rachada, partida ou com manchas. Para que o consumidor verifique a frescura dos ovos, pode recorrer ao teste “do copo com água”: um ovo está fresco se, ao imergi-lo em água, permanecer no fundo do recipiente; os ovos velhos flutuam quando ganham volume, devido ao aumento do espaço da câmara-de-ar, entre a membrana interna e externa. Mas, convenhamos, este teste não é exequível antes da compra, no supermercado…”.

Fonte: http://mimvet.blogspot.com/2015/07/is-ii-ovos.html

Armazenagem:

Local seco e fresco ou refrigeração (4ºC a 6ºC), dependendo da sua utilização.

Manipulação:

Antes da sua utilização, devemos ter em conta as seguintes situações:

  • Lavar e secar sempre as mãos depois de tocar ou manusear ovos;
  • A quebra dos ovos não deverá ser efetuada nos bordos do recipiente onde o conteúdo destes vai ser colocado;
  • Os ovos devem ser partidos um a um, num recipiente à parte, antes de serem adicionados aos restantes, de modo que, caso um ovo aparente estar estragado, possa ser rejeitado sem necessidade de rejeitar todos os outros;
  • (As cascas, após ter sido partido cada ovo, deverão ser colocadas imediatamente nos recipientes de lixo e a superfície onde foram quebrados deverá ser lavada e desinfetada no final da operação);
  • Sermos cuidadosos para não derramar ovo cru sobre outros alimentos, superfícies ou pratos.

Outras recomendações:

  • Se estivermos a quebrar ovos para usar mais tarde, devemos guardar o ovo líquido no frigorífico, e ir retirando pequenas quantidades à medida que vamos necessitando;
  • Usar o ovo líquido toda no mesmo dia e não adicionar ovos novos a este líquido;
  • Cozinhe completamente ovos e alimentos que contenham ovos;
  • Dar preferência a usar ovos pasteurizados em alimentos crus ou levemente cozinhados (ex.: musse de chocolate,…);
  • Servir os ovos logo após a sua confeção, ou refrigerar imediatamente mantenha-os à mesma temperatura até servir.

 

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *