Segurança Alimentar

Dia Mundial da Piza – 𝐿’𝑖𝑚𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑒́ 𝑙𝑎 Segurança Alimentar

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Foi no Brasil, em 1935, que a data de hoje – 10 de julho – começou a ser celebrada como o Dia Mundial da Piza. Tudo começou por um concurso que elegeu as 10 melhores pizas. Algumas fontes históricas dizem que a piza – massa fermentada, normalmente de farinha de trigo, coberta de molho de tomate e vários ingredientes (queijo, enchidos, ervas aromáticas, legumes…) e assada no forno – surgiu no Egipto, quando o povo deste país misturou pela primeira vez farinha com água e, posteriormente, a assou em fornos rústicos. Esta massa fermentada era designada de “pão de abraão”, por ser muito parecida aos pães árabes atuais. Outras fontes adiantam que as primeiras pizas foram confecionadas por gregos, que faziam massas à base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. Inicialmente, esta massa tinha o formato “calzone”, ou seja, era dobrada ao meio, e a ela juntavam-se ervas da região e azeite. Quando a piza chega a Nápoles, na Itália, os seus habitantes especializaram-se na sua produção, tendo sido os primeiros a introduzir o tomate como base e a dar-lhe o formato redondo. Por esta razão, são os italianos os especialistas desta iguaria, mas não os pioneiros, ao contrário do que normalmente se pensa.

Apesar de não estar entre os maiores consumidores de piza no mundo, Portugal tem vindo a aumentar o consumo deste produto. Aliás, segundo um estudo da Marktest, durante o 1º confinamento determinado pela disseminação da doença covid-19, o pedido de entregas de piza ao domicílio via telefone ou através de aplicações aumentou 3% em relação ao mesmo período de 2019.

Habitualmente, na garantia de produção de alimentos seguros, o Gabinete de Segurança Alimentar da AESintra realça a importância da eliminação/prevenção de microrganismos durante a sua preparação, confeção e serviço. No entanto, na produção de piza é fundamental a ação de leveduras – microrganismos pertencentes ao reino dos fungos – para se obter as características organoléticas desejadas neste produto, como uma massa leve e fofa com pequenos alvéolos de ar e um sabor mais acidificado, resultantes da fermentação.

Por ser um produto tradicionalmente produzido à mão, desde a preparação da massa e dos ingredientes, até ao momento da confeção e serviço, de forma a garantir-se que nenhum microrganismo contaminante é introduzido na mesma, é fundamental obedecer-se às boas práticas de higiene pessoal, especificamente aquelas diretamente relacionadas com as mãos, nomeadamente:

  • Não utilização de adornos (anéis, pulseiras, colares…);
  • Não utilização de unhas postiças;
  • Manutenção das unhas limpas, curtas e sem verniz;
  • Proteção de feridas ou golpes nas mãos ou braços;
  • Higienização das mãos sempre antes e após o manuseamento de alimentos, entre o manuseamento de alimentos de diferentes categorias.

Para além da higiene pessoal, também a higiene das instalações e utensílios deve ser tida em conta de forma a complementar a produção de pizas seguras. Para começar, é de referir que nunca se deve deixar a higienização das instalações para o dia seguinte, uma vez que vai aumentar a carga microbiana existente e, para além disso, pode ser um chamariz ao aparecimento de pragas. Outro ponto crucial é o tipo de produto de limpeza a ser utilizado, uma vez que, se não tiver a substância ativa desinfetante, o mesmo apenas vai eliminar a sujidade visível e não os microrganismos, responsáveis pela contaminação dos alimentos.  Para tal, recomenda-se a correta leitura dos rótulos dos produtos ou, quando insuficiente, as suas fichas técnicas. Se necessário, contacte o seu fornecedor de produtos de limpeza. Já os utensílios deverão ser higienizados em máquina de lavar loiça a temperatura suficiente para a eliminação dos microrganismos potencialmente presente.

Se tem um estabelecimento e quer aproveitar este dia para fidelizar clientes, siga os nossos conselhos e alie a segurança alimentar à qualidade. Pense em si e nos seus clientes.

Recorrendo à eterna frase publicitária, fica o conselho aqui o conselho da AESintra: L’importante é la Segurança Alimentar

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