Entrevista secretária-geral

Synthomer: Empresa referência na Responsabilidade Social Corporativa

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Legenda foto: Instalações da Synthomer em Mem-Martins

Nem a pandemia, nem um novo processo de integração levaram a antiga Resiquimica – agora Synthomer – a desvalorizar a área de responsabilidade social da empresa, criada há mais de uma década. Esta longevidade explica-se pela genuína forma de como tudo começou. Paula Miranda, Maria Aida, Beatriz Pimenta e Teresa Pina, apresentaram a Olga Figueiredo, entusiasticamente, este fabuloso projeto de responsabilidade social corporativa que merece projeção e réplica.

São onze anos de um projeto começado por um grupo de voluntários convidados a partir do seio da própria Resiquimica. A decisão foi tomada por duas ordens de razões; vontade de ajudar os outros e por outro lado, pela importância em acrescentar valor à imagem preconcebida das empresas químicas, muito associada à poluição ambiental e à forma como isso pode impactar negativamente nas comunidades locais. Este projeto desde cedo gerou grande motivação aos voluntários envolvidos. Começou com vinte pessoas e ao longo dos anos chegou às oito dezenas.

Foram realizadas ações de apresentação com parceiros externos, nomeadamente com o banco de voluntariado de Sintra de onde rapidamente se percebeu que as pessoas queriam fazer voluntariado corporativo. Nesta fase, o grupo visitou várias empresas de referência na área da responsabilidade social, algumas delas com Certificação SA- 8000 Responsabilidade Social SGS Portugal. Estas visitas também serviram para manter o projeto com um caráter informal, não optando pela certificação.

Nestes onze anos de existência o projeto aderiu ao GRACE – Empresas Responsáveis, criou relações e parcerias com várias associações – CECD – Mira Sintra, a Santa Casa da Misericórdia de Sintra, a Casa Seis, a Associação Coração Amarelo, o Programa Escolhas que a empresa apoia desde a 6º geração – só para alguns projetos e instituições com sede em Sintra, porém, o âmbito de atuação estende-se a parceiros nacionais, como por exemplo: a ACREDITAR, a Make a Whish, a Operação Nariz Vermelho, etc.

Quando lançada a questão ao grupo que Olga Figueiredo teve a honra de entrevistar, sobre a importância que este projeto tem dentro da empresa, a resposta foi partilhada unanimemente; é um projeto muito motivador para a equipa que tem a oportunidade de ver a empresa numa perspetiva diferente, na medida em que, apesar da sua natureza lucrativa, também se destaca a assinalável preocupação pela comunidade e pelo contributo para a Sociedade. O espírito de equipa é outro dos conceitos fomentados assim como também se promovem relações de simetria entre chefias e trabalhadores, dado que no voluntariado não existem hierarquias.

(…) a experiência do voluntariado pode ser “uma experiência para a vida”, neste caso proporcionada pela própria empresa onde o voluntário trabalha.

Fica provado nesta conversa que a experiência do voluntariado pode ser “uma experiência para a vida”, neste caso proporcionada pela própria empresa onde o voluntário trabalha. Esta é, talvez, a melhor definição de voluntariado corporativo que para acontecer no seio das empresas “basta ter vontade”.

Este caminho trilhado pela Synthomer, na prática e só para mencionar algumas das ações mais importantes, é responsável pela entrega de dez cabazes mensais de ajuda alimentar cujos bens são doados pelos próprios funcionários da empresa. Anualmente, os mesmos funcionários organizam uma Árvore de Natal Solidária, iniciativa esta que escolhe uma instituição de apoio ou acolhimento de crianças e jovens para doar presentes personalizados dos próprios funcionários.

Há áreas mais “queridas” para o voluntariado, como são as ações feitas nas escolas do concelho, vocacionadas para o tratamento dos efluentes, a separação de resíduos, a Segurança, a química básica. É também destas experiências mais viradas para a educação e formação de crianças e jovens que a Synthomer desenvolve ações com a Junior Achievement Portugal (JA Portugal).

Apesar do abrandamento provocado pelas razões já mencionadas, está prevista uma reunião com os voluntários para reforçar as áreas em que cada um quer continuar a contribuir com ações de voluntariado.

A conversa acabou com a vontade de divulgar por todo o tecido empresarial de Sintra a experiência da Synthomer na prática da Responsabilidade Social Corporativa, fazendo desta empresa uma referência do concelho e até, quem sabe, motivar a empresa a mostrar a outros empresários como tudo pode começar e fazer tanto sentido.

JEL37 – abr. mai. jun. 2022

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