Editorial

Serra, nortada e maresia

Partilhar

Em 2016, por altura das vindimas, o JEL foi a Colares e trouxe o vinho para a capa. Na altura, o crítico de vinhos do
The New York Times ainda não tinha visitado a região; fê-lo em junho de 2017. O artigo escrito por Eric Asimov, deu grande projeção mundial à região, considerada pelo critico “uma das mais singulares no mundo”. Quatro anos depois voltamos a Colares, numa conjuntura fatal para o “turismo do vinho” e trazemos uma perspetiva diferente que em nada muda a grandeza e a excelência do Colares DOC – o “Ramisco” – mas acrescenta a necessidade de valorização de “outros” vinhos que esta região produz e engarrafa.

A plantação da vinha Ramisco de Colares é finalistas das 7 Maravilhas da Cultura Popular, na categoria rituais e costumes. É o método de plantio destas vinhas, que ainda hoje se mantém que também motivou o meu encontro
com José Franco, um dos poucos agricultores da região que ainda sabe como plantar vinha em chão de areia e que me mostrou vinhas com duzentos anos de existência, em comunhão perfeita com s maçãs reinetas da região. Os
produtos locais de Sintra são peculiares, resultam da influência do Atlântico e dos ares da Serra, que juntos criam um microclima único, presente em cada um dos vinhos da região; a nortada e a maresia ficam no palato.

JEL29 julho/agosto 2020
Sónia Firmino

Diretora Jornal Economia Local (JEL)

  • 1

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *