Editorial

A gestão empresarial não espelha sempre fins lucrativos

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Destaco duas temáticas que preenchem esta edição do JEL: a prática ativa do associativismo por todos aqueles que integram as direções das instituições sem fins lucrativos e que cada vez mais são “obrigados” a refletir sobre a sustentabilidade financeira da organização que ajudam a dirigir.

É cada vez mais frequente – no seio destas instituições de índole desportivo, cultural, social ou humanitário – ouvirmos expressões como: “temos de ser uma empresa a trabalhar” ou “não temos como propósito fazer dinheiro, mas a verdade é há contas a pagar” ou ainda, “temos de gerar receitas próprias porque as ajudas não são suficientes”.

Pois bem, os apoios das instituições governamentais e/ou camarárias nunca são suficientes face às necessidades das instituições e prova-se que só com pessoas com capacidade organizativa e, preferencialmente, com formação e ou experiência relevante em gestão de empresas, começa a ser possível praticar um associativismo sustentável.

É assim com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares e com a Misericórdia de Sintra, duas instituições exemplares e com quem o JEL foi falar. Nestes dois exemplos conseguimos provar que, efetivamente, com as devidas precauções na comparação que agora faço, são ambas empresas a trabalhar.

O 79ª aniversário da AESintra é outra temática forte nesta edição (últimas duas páginas). Foi uma comemoração informal com os funcionários e elementos dos Corpos Sociais e alguns importantes parceiros, marcada pela merecida homenagem a Olga Figueiredo, secretária-geral, que este ano completa 25 anos ao serviço da Associação.

Estiveram presentes presidentes de direções anteriores – Manuel do Cabo e João Paixão – e da tónica dos discursos deste final de tarde no coração do Centro Histórico, especialmente o de Joaquim Viegas Simão – Presidente da Direção e também o de Olga Figueiredo, ouviram-se fortes palavras de apreço e gratidão pela equipa de colaboradores que todos os dias trabalha na AESintra e que durante os dois últimos anos foi especialmente dedicada.

Caminhamos a passos largos para mais um verão, este ano com duplicada esperança para uma parte significativa do tecido associativo da AESintra; atividades turísticas, de alojamento e de restauração. A azáfama de turistas já retomou o cenário pré-pandémico e se os negócios mudaram, os modelos comerciais são outros e até as pessoas estão diferentes, resta saber, efetivamente e na prática, o quanto isso vai pesar na balança do comércio e serviços locais de Sintra.

Há muita esperança neste verão de 2022. Sintra está a recuperar!

Sónia Firmino

Diretora Jornal Economia Local (JEL)

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