OPINIÃO Pedro Ventura

Travar o aumento do custo de vida

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A vida está, de facto, mais cara. Esta é a realidade com que cada um se confronta todos os dias quando vamos às compras para levar comida para casa, quando se abrem as contas da luz, gás, renda e prestações da habitação, telecomunicações, seguros, quando se pagam portagens, combustíveis, medicamentos e todo o tipo de despesas.

O aumento do custo de vida é já um dos problemas que marcam de forma mais preocupante a realidade nacional e, de forma especial, a vida de todos. Se não forem tomadas medidas firmes e decididas no sentido de travar o aumento dos preços, sobretudo nos produtos e bens essenciais como os bens alimentares, a energia e os combustíveis, a situação pode tornar-se ainda mais grave.

As medidas já anunciadas pelo Governo, para aliviar a pressão sobre as famílias e as MPME’s, ficam muito aquém do que é necessário. É necessário avançar com medidas de controlo e fixação de preços e de aumento e defesa da produção nacional não apenas como resposta imediata ao problema do aumento dos preços mas também com o objetivo de romper com a dependência externa do País e defender a soberania nacional.

Os aumentos dos preços de bens essenciais, dos combustíveis aos bens alimentares, passando pelo gás e energia elétrica, assumem um carácter especulativo, servindo para aumentar os lucros milionários dos grandes grupos económicos, que se aproveitaram e aproveitam da pandemia e da situação de instabilidade internacional causada pela guerra na Ucrânia.

A conjugação de medidas fiscais com medidas antiespeculativas e de reforço da produção nacional são a resposta urgente que o país precisa para combater de forma efetiva a atual escalada de aumento do custo de vida e de custos de produção, que tanto prejudica o povo português e os nossos setores produtivos.

JEL37 – abr. mai. jun. 2022
Pedro Ventura

Vereador da CMS

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