Joaquim Viegas Simão OPINIÃO

Responsabilidades na valorização do Comércio Local

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Se existe um indicador-chave para avaliar a qualidade de vida de um concelho não há dúvida nenhuma que é o da saúde e prosperidade do seu tecido empresarial. Esse indicador é uma montra de concelhos com vida, com poder de compra, com serviços de proximidade e acima de tudo, com um sentido de identidade que valoriza as povoações.

O comércio local é um fator determinante para a qualidade de vida e faz parte da identidade de uma comunidade. Todos nós, uns menos outros mais, recorremos a este comércio de proximidade não apenas por ser mais cómodo comprar perto da porta, mas sobretudo por ser muito mais do que uma troca comercial fria e distante.

As caras que nos servem, sabem as nossas preferências, conhecem os nossos interesses e gostos e, acima de tudo, estão sempre lá. O comércio local é mais do que uma compra, é uma relação de compromisso com a comunidade. Relação aquela que se não for cuidada e alimentada, definha, fazendo com que hajam cada vez menos serviços ao pé da porta e com isto as cidades perdem vida e as pessoas perdem o sentido de pertença.

Porque o comércio local é verdadeiramente importante, ao poder local impõe-se que o trate bem. Impõe-se que o trate, não como se de um serviço de segunda se tratasse – com necessidade de caridade para sobreviver – mas sim com a vontade de construir políticas de sustentabilidade que o valorizem.

Também nós, associação empresarial, temos uma responsabilidade acrescida na valorização do comércio local de Sintra, designadamente com aquele que representamos. A posição da AESintra relativamente ao comércio local tem de ser bem clara e objetiva. Urge assumir a responsabilidade de fazer parte da construção de políticas assertivas para o comércio local.

A nossa marcada presença em todo o concelho deve-se, numa boa parte, às atividades de comércio local que representamos, mas é nítida a abrangência de todos os setores económicos, da zona rural à zona urbana. Não temos dúvidas da necessidade de criar e aplicar medidas diferenciadoras, pensar diferente para cada parte do território, pois só assim poderemos depois criar as sinergias necessárias para o envolvimento de todos os sintrenses, numa Sintra unificada.

JEL38 . JULHO/AGOSTO. 2022

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