Joaquim Viegas Simão OPINIÃO

Partilha, sinergia e networking para os comerciantes locais

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JEL36 – jan. fev. mar. 2022

A implementação de uma maior proximidade ao nosso associado, tem permitido fazer uma auscultação das necessidades e ambições do tecido empresarial de Sintra. Estou convicto da importância da realização de um evento concelhio que possa reunir no mesmo espaço expositivo e de venda, o conceito de comerciante clássico. Por “clássico”, entendo serem todos os agentes económicos que concentram exclusivamente a atividade do seu negócio num espaço físico – característica expressiva do comércio local.

Posto isto, um dos meus principais objetivos enquanto presidente da direção da AESintra, passa por sensibilizar e apoiar os tais comerciantes “clássicos”, para que possam ter a experiência e a vivência de ir ao encontro do cliente, sem esperar que o cliente venha até si. Temos visto, durante esta fatídica pandemia, que os comerciantes locais dos mais variados setores de negócio que saíram da sua zona de conforto e refletiram sobre as alternativas existentes e viáveis à imposição de terem que fazer negócio à porta fechada, foram aqueles que conseguiram sobreviver, e até – temos exemplos disso mesmo nesta edição do JEL – os que se reinventaram e ficaram mais fortes.

É preciso adaptar o comércio local/tradicional aos novos modelos de mercado, agora muito focados nas vantagens da personalização do atendimento e das vendas, mas, por outro lado, até com alguma contradição conceptual, também pressionados pela digitalização dos processos, como condição fundamental ao sucesso da atividade comercial. É necessário ajudar os comerciantes e empresários de Sintra a saírem, literalmente, da sua zona de conforto. Já não é possível ficar fixo num único espaço de venda, à espera que os clientes entrem pela porta, porque mesmo quando a qualidade do produto e a personalização do atendimento são dois fatores essenciais ao sucesso da transação comercial e à fidelização do cliente, essas variáveis deixaram de ser as
únicas a concorrer para a sustentabilidade dos pequenos negócios.

O mundo mudou, mais ainda durante a pandemia. É necessário criar sinergias entre profissionais do mesmo setor e de setores diferentes para complemento dos interesses de todas as partes.
Já lá vai o tempo do “orgulhosamente sós”. São necessários eventos de partilha e de networking também para o comércio local, e esse, em breve, vai ser um dos propósitos da AESintra.
Esta edição do JEL antecede algumas mudanças de abordagem à economia local que a AESintra tem preparadas. Por ser prematuro adiantar mais informações, apenas quero reforçar que tem sido uma verdadeira aventura estar no leme executivo da liderança da AESintra. Aproveito a oportunidade para agradecer o empenho de toda a equipa diretiva que me acompanha e da equipa de colaboradores que a Associação tem a sorte de ter.

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