OPINIÃO Paulo Veríssimo

Mercado do Bairro da Estefânia

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No passado dia dois de novembro abriu um novo espaço no Mercado Municipal situado no Bairro da Estefânia. É um espaço dedicado à restauração que permite aos seus visitantes uma experiência diferente, sendo possível degustar comida caseira e tradicional (da simpática Sónia); leitão de Negrais; hambúrgueres; petiscos; cozinha vegetariana (do sr . Ruben), doçaria de Sintra e vinhos de qualidade. No exterior foi criado um espaço com mesas de refeição, está aberto de terça a domingo, entre as 10h00 e as 22h00. Parabéns ao executivo da Câmara Municipal de Sintra e, principalmente, aos funcionários que todos os dias lutam para valorizar aquele espaço. Obrigado Pedro, Sónia e a toda a equipa! Aqui chegados, ainda há um caminho a percorrer, nomeadamente o da criação de um conceito diferenciador. Falemos primeiro da sua localização que, há semelhança de outros mercados, situa-se num bairro emblemático: o Bairro da Estefânia, onde ainda podemos encontrar “a alma Sintrense”. Para além do comércio tradicional, tem boas pastelarias, restaurantes, geladarias, um museu, uma sala de espetáculos, um teatro, uma biblioteca, belíssimos jardins, estradas pedonais por onde se passeiam apaixonados de mão dada, como outrora se passearam Dona Estefânia e D. Pedro, filho de D. Fernando II, durante a sua lua-de-mel. Na minha opinião, criar o novo e diferenciador conceito, passaria por aproveitar o que já existe (de bom) há anos neste mercado municipal – os magníficos produtos frescos, tais como a fruta, os legumes, o peixe, o talho, a charcutaria e, principalmente, envolver todos aqueles homens e mulheres que ali trabalham há décadas. “O Mercado” não pode cair no erro de se transformar num “mini” centro comercial, é mais e melhor do que isso. Deve ser um espaço comercial onde se cruzam os “frescos” com a restauração, ou seja, podemos ter hambúrgueres elaborados com a carne do sr. do talho e o pão da sra. da padaria. E porque não pizzas com os ingredientes da charcutaria e comida Vegan com os “verdes” vendidos nas frescas e coloridas bancas?. A estratégia do semi-remodelado Mercado passa por transformá-lo no mercado do sr. Ruben, da simpática Sónia, do Pedro, do sr. dos leitões, do rapaz sorridente que vende vinho a copo – o André – do sr. das frutas, do sr . do talho e dos senhores que vendem legumes.

Paulo Veríssimo

Presidente da Associação Empresarial de Sintra

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