Economia Local

Sintra, na saúde e na diálise

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A DaVita Portugal integra a rede internacional da DaVita EUA – empresa líder na prestação de cuidados renais. Em Portugal tem 9 clínicas. A clinica de Sintra está localizada no Centro Histórico, iniciou atividade em junho de 2018 e presta tratamento de excelência aos doentes renais crónicos residentes e aos que ali se deslocam. Tem solicitações de tratamentos temporários para turistas e familiares de residentes, como nos confirmou Célia Nascimento, diretora clínica.

Contextualize, por favor, a chegada da DaVita a Sintra? A doença renal crónica apresenta uma elevada incidência e prevalência no nosso país. Existem atualmente cerca de 12000 doentes em tratamento substitutivo da função renal e há cerca de 2500 novos doentes em cada ano. Sintra é o segundo município com mais população, tem cerca de 380 000 habitantes. Já existem clinicas de hemodiálise nesta área, mas com capacidade quase lotada, portanto a DaVita Sintra chega como resposta às necessidades da população.

O que se faz nos Estados Unidos, faz-se cá? Sem dúvida, trabalho em diálise desde 1993 e tenho assistido a uma evolução científica e tecnológica, muito significativa nesta área. Em Portugal presta-se tratamento dialítico de excelência.

O que pode fazer a diferença no tratamento exigente destes doentes? Em média, estes doentes deslocam- -se à clinica de hemodialise três vezes por semana. Partilham connosco problemas e intercorrências que ultrapassam os relacionados com a sua doença renal e procuramos ajudar e orientar sempre que haja necessidade de intervenção de outras especialidades ou de cuidados hospitalares.

Quem são os doentes renais que fazem tratamento na DaVita Sintra? Abrimos em 2018, os doentes são referenciados de acordo com a proximidade da sua residência. Atualmente temos 25 doentes em tratamento, mas com capacidade instalada para mais de 130. Em breve iremos abrir novos turnos.

Há diferenciação nos doentes de Sintra em diálise em relação a outro contexto geográfico? Não me parece. Noto que há muitos idosos que vêm para casa dos filhos que residem nesta área, para terem melhor assistência familiar, mas não tenho dados epidemiológicos que me permitam afirmar que esta realidade é diferente de outras regiões do país.

Será prudente desmistificar algumas limitações de mobilidade destes doentes? Sim, os doentes em hemodiálise, desde que a situação clínica o permita e refiro-me às comorbilidades associadas, podem ir de fim-de-semana ou férias. Nós tratamos da articulação para que sejam assegurados os tratamentos durante esse período. A diálise envolve um esforço integrado com outros equipamentos de saúde.

É assim com a DaVita? Sim, o hospital de referência desta clínica para as intercorrências e complicações relacionadas com o tratamento dialítico é o Hospital de Santa Cruz. Quando há necessidade de avaliação urgente ou programada por outras especialidades nomeadamente ortopedia, neurologia, urologia referenciamos os doentes ao hospital Fernando da Fonseca. Esta articulação e referenciação permitem proporcionar aos doentes o acesso aos cuidados de saúde que necessitam.

É um tratamento para a vida? Pode não ser. Esta é uma das modalidades do tratamento da doença renal crónica, na ausência de contraindicação clínica o transplante renal e a diálise peritoneal podem ser uma alternativa. Primeiro somos uma comunidade e depois uma empresa….. é o que se lê no site da DaVita… Partilho inteiramente essa atitude. Acolhemos os doentes como uma família e tentamos ajudar a resolver problemas que ultrapassam os relacionados com a sua doença renal. Há uma grande envolvência de toda a equipa no tratamento destes doentes .

Que tipo de ações? Como os doentes renais crónicos têm restrições alimentares, temos uma nutricionista que aconselha e prescreve a dieta adequada em cada situação. Realizámos um workshop com chef de culinária que ensinou o modo mais indicado de preparar as refeições. Dispomos de assistente social que presta apoio e ajuda a resolver problemas sociais e familiares, proporciona participação em atividades na clínica e fora da clinica, nomeadamente, participação em iniciativas organizadas pela APIR (Associação Portuguesa de Insuficientes Renais).

É bom trabalhar em Sintra? Sim, é muito bom trabalhar em Sintra. Tenho uma equipa muito motivada e empenhada e trabalhamos todos com o mesmo objetivo: prestar um tratamento de qualidade e que os doente sintam os profissionais da clínica como a sua segunda família. É local muito tranquilo e tenho esta vista fantástica: o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros…

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Olga Figueiredo

Secretária-Geral AESintra

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