Economia Local

IV Congresso Segurança e Saúde no Trabalho (SST)

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Em novembro, o Centro Cultural Olga Cadaval recebeu o seminário da 4ª edição do Congresso de Segurança e Saúde no Trabalho de Sintra, com a temática: Custo/Benefício em SST. O seminário juntou várias dezenas de participantes que assistiram a comunicações científicas, à divulgação de boas práticas e ao decorrer de dois painéis de debate. Num desses painéis – Perspetivas dos prestadores de serviços de SST – Jorge Rodrigues, coordenador de Saúde no Trabalho da AESintra, foi um dos oradores convidados. Entre os dias 4 e 6 realizaram-se diferentes workshops de frequência livre em vários locais do concelho, cujo foco e abordagem estiveram direcionados para a área da segurança no trabalho. Medidas de autoproteção; qualidade do ar interior; trabalhos em altura na remoção do amianto; segurança de máquinas e equipamentos de trabalho; protocolos de vigilância específica da saúde dos trabalhadores e a norma ISO 45001, foram as temáticas diferenciadas dos workshops. Este congresso é organizado por uma rede de parceiros diferenciada, entre os quais a AESintra, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) / Ponto Focal Nacional Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, a Câmara Municipal de Sintra, a revista “Segurança”, o Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC), a Faculdade de Motricidade Humana (FMH), os Serviços Municipalizados da Água e Saneamento de Sintra (SMAS), a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), a Associação Portuguesa de Ergonomia (APERGO) e a Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET). O congresso insere-se no âmbito de um projeto de promoção da Segurança e Saúde do Trabalho (SST), desenvolvido desde 2010 por vários parceiros que pretendem – através da ligação entre os vários atores no domínio da SST, autoridade do trabalho, empresas, trabalhadores, comunicação social, associações, escolas e universidades e serviços públicosa criação de uma rede municipal de prevenção dos riscos profissionais. O coordenador de saúde no trabalho da AESintra – Jorge Rodrigues – na sua intervenção, lembrou que tudo começou por ser uma obrigação legal para as empresas que cada vez mais devem ser alertadas para a prevenção e para os benefícios do investimento em segurança e saúde no Trabalho. Esses benefícios passam pela redução dos acidentes de trabalho e por mais saúde e bem-estar entre colaboradores. O orador reconheceu a incapacidade da maioria das empresas portuguesas em investir em SST devido às características generalizadas do tecido empresarial português, maioritariamente de micro e pequenas empresas. Luís Jerónimo, diretor do Centro Local de Lisboa Ocidental – ACT, referiu a importância do painel na desmistificação da posição de uma parte ainda significativa de algumas empresas que entendem esta matéria como um custo e não como um investimento. Conforme referido por um dos oradores do painel – Luís Coelho da CEDROS – o grande desafio é avaliar o registo de SST dentro daquilo que é o “ânimo e não o desânimo; o indicador ainda é o acidente e isso desvirtua o universo da Segurança e Saúde no Trabalho”. No final do seminário e também de todo o Congresso os participantes tiveram oportunidade de assistir a momento cultural, um sketch do Grupo de Teatro Os Cintrões, que mais uma vez, conseguiram passar a mensagem da importância de promoção de uma cultura de segurança.

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