Economia Local

2º Plano Local de Saúde de Sintra

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Os planos locais de saúde estão previstos na Lei de Bases e são ferramentas integradoras da colaboração de múltiplas entidades locais representantes de prestadores de cuidados de saúde, do município e da sociedade civil. O 1º Plano de Local de Saúde de Sintra (PLS) 2015-2017 resultou num diagnóstico do concelho e é a base de atuação do 2ª PLS, vigente até 2020. Os planos de saúde local são um esforço cooperativo e coprodutivo, com os agentes de saúde em primeira linha mas valorizando os contributos de muitas entidades. Em Sintra, no passado mês de julho, foi apresentado publicamente pela autarquia, o 2º Plano Local de Saúde 2018-2020, elaborado pela equipa do Observatório Local de Saúde (OLS) da Unidade de Saúde pública (UPS) e do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra (ACES Sintra). Plano esse aprovado em maio, sob proposta do vereador Eduardo Quinta Nova. Este plano surge na sequência do anterior e primeiro PLS (2015-2017), considerado ter ficado aquém de alguns dos objetivos propostos a alcance, porém, “face aos ganhos em saúde já obtidos, justifica-se a elaboração de um novo plano, por forma a consolidar algumas intervenções decorrentes das estratégias implementadas e propor novas estratégias nas situações em que as anteriormente propostas não resultaram”. De um PLS para outro foi alargada a divulgação e a participação a outras entidades e cidadãos que não tiveram oportunidade de colaborar anteriormente. O planeamento para o PLS 2018- 2020 partiu do diagnóstico conseguido no plano anterior e propõe um conjunto de estratégias coerentes com os grandes eixos referenciais internacionais e nacionais para as politicas de saúde, cujo foco é dado ao desenvolvimento de politicas que promovam o envolvimento e participação dos cidadãos na promoção da saúde, a equidade e acessibilidade aos cuidados e a integração e continuidade dos cuidados. Posto isto, em Sintra, o mais recente PLS parte dos seguintes pressupostos: – Manter três das áreas já priorizadas: Doenças Cérebro-cardiovasculares; Diabetes Mellitus e Tuberculoses, uma vez que as metas definidas para estas áreas no plano anterior não foram atingidas; Em 2017 cerca de 900 habitantes de Sintra sofreram um evento cardiovascular. Nesta área, este PLS definiu a importância de melhorar os mecanismos de diagnóstico e o controlo terapêutico feito no concelho, uma vez que a prevalência da HTA é muito inferior ao esperado, o que pode significar carência de indicadores relativos ao diagnóstico na população do concelho. O mesmo aconteceu com a taxa de incidência da diabetes diagnosticada em 2017, em Sintra, valor muito baixo em relação à estimativa nacional, o que revela a necessidade de melhorar os indicadores de saúde. As metas definidas para o controlo da tuberculose têm como finalidade o controlo da doença na comunidade. Em 2017, registaram-se a nível nacional 12 casos de Tuberculose muiltiresistente, sendo que 3 deles foram em Sintra. – A Saúde Mental substitui as Perturbações Depressivas, deixando assim de ser considerada uma doença específica e passando a uma temática mais abrangente que possa construir pontes com a Rede Local de Saúde Mental. Em termos de Saúde Mental, verificou-se que as perturbações depressivas são o terceiro problema de saúde mais registado no ACES o que despoletou a criação de uma rede de saúde mental, iniciativa conjunta dos serviços de psiquiatria do Hospital Fernando da Fonseca, do Centro Hospitalar psiquiátrico de Lisboa, do ACES Sintra e da Câmara Municipal de Sintra (CMS). – O Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (VIH/SIDA) foi selecionado como uma nova área prioritária dado a relevância que manifestou ter na taxa de incidência no concelho de Sintra. Esta priorização está alinhada com a adesão do município ao projeto Fast Track Cities; Relativamente às metas pensadas para o VIH, vão no sentido de melhorar o diagnóstico precoce, partindo da significativa taxa de incidência da doença que coloca Sintra como o 3º município com maior taxa de diagnóstico de VIH do país; o dobro da taxa observada no país.•

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