Agricultura

Bactéria erwinia amylovora afeta todas as freguesias de Sintra

Partilhar

A Direcção Geral de Agricultura e das Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT), em março passado, alertou a comunidade agrícola para disseminação da doença “fogo bacteriano”. Esta doença provocada pela bactéria amylovora, afeta sobretudo pereiras, macieiras e marmeleiros e algumas espécies ornamentais da família das rosáceas, podendo causar a morte das árvores e a perda dos pomares. Segundo o mesmo comunicado, todas as freguesias de Sintra estão afetadas.

Segundo o Instituto Nacional de Investigação Agrícola, “as árvores infetadas pela doença começam a apresentar necroses de cor castanha ou negra similar ao que acontece quando queimada”. Numa fase inicial as necroses começam por aparecer junto às margens nas folhas ou nos frutos imaturos, acabando por desidratar completamente. Nos ramos e nos troncos as necroses apresentam-se como manchas avermelhadas na zona sub-epidérmica e junto aos feixes lenhosos.

Diz a legislação que após detetada a doença é obrigatório “proceder ao arranque e destruição, por queima ou enterramento, de todos os vegetais hospedeiros com sintomas no tronco, sem necessidade de análise para confirmação; Remoção e destruição, por queima ou enterramento, de partes de vegetais hospedeiros com sintomas com o corte efetuado, pelo menos, 50 cm abaixo das zonas visivelmente atacadas, sem necessidade de análise para confirmação”.

O mesmo documento refere ainda a obrigatoriedade de desinfetar o material utilizado na poda, entre cada operação, a proibição de transportar para fora da zona contaminada partes de árvores infetadas e a proibição de movimentar colmeias de abelhas no interior dos pomares afetados entre 1 de março e 30 de junho, devido ao risco de propagarem a doença.

 

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *