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“Temos de ter Mundo; trazê-lo para dentro da Santa Casa”

Sónia Firmino
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O novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sintra – Manuel Costa e Oliveira – entende que o reforço da “visibilidade da instituição” e a “cumplicidade” da Santa Casa com Sintra e com os sintrenses, deve ser o caminho para o quadriénio 2020-2023.

Manuel Costa e Oliveira tem uma ligação já firmada com a Santa Casa nos dois mandatos anteriores. No 1º desses mandatos ocupou o cargo de mesário e, posteriormente, assumiu funções de vice-Provedor. O Provedor reconhece que “os apoios a esta Casa não decresceram, pelo contrário, aumentaram, mas o dinamismo dos problemas é tal que as solicitações andam à frente dos apoios que temos”. Existe ainda outra realidade que quis adiantar, relacionada com o universo de quem pede apoio e as instituições e entidades que o disponibilizam: “se pensarmos que todas as solicitações acrescidas de quem nos procura vão encontrar resposta por parte de quem nos apoia; enganamo-nos”. Em reunião com outras Misericórdias, assume-se a sustentabilidade financeira como a “palavra de ordem” ao que Manuel Costa e Oliveira também acrescentou – “ a sustentabilidade técnica, os recursos humanos próprios e a capacidade de gerar riqueza para investirmos nos nossos objetivos”. Questionado sobre quem são as pessoas que o acompanham neste novo desafio, referiu que “uma Santa Casa como a nossa deve ser gerida pelos homens bons da terra, mas também por gente com visão empresarial e formação técnica; valências que fazem muita falta a esta Casa”. Na sequência da pergunta acrescentou ser um “homem de fé”, crente na ajuda da Nossa Srª das Misericórdias, mas é necessário mais do que isso. No discurso de tomada de pose, o Provedor apelou à cumplicidade dos Sintrenses com a Santa Casa, reconhecendo-lhe generosidade, mas idealmente, gostaria de entrar todos os dias nas instalações da SCMS e ver gente à porta com vontade de se assumirem como Amigos e Irmãos da Instituição. No segundo ponto do seu discurso, ficou clara a intenção de aproximar a Santa Casa às quinze vigararias de Sintra e às autarquias locais, realçando a importância e o foco pessoal nestas dinâmicas. Manuel Costa e Oliveira dirigiu-se “muito claramente” ao presidente da Câmara Municipal de Sintra – Basílio Horta – presente na tomada de posse, “compreendendo a sua linha de pensamento muito focada no financiamento dos projetos” e oferecendo ajuda ao concelho:“a minha mão estará sempre estendida, primeiro para dar e depois também para receber”. Mão que também está disponível para estender ao tecido empresarial de Sintra “nem que seja a partir da nossa rede de voluntários”. Numa questão mais pessoal, se esse for o melhor termo, perguntámos quais as qualidades humanas e profissionais num Provedor: “aqui vou ter de accionar o meu ego, considerando-me um dos homens bons desta terra. Quero ajudar a Santa Casa a crescer, a criar riqueza para investir em novos equipamentos, mas assumo que esta é uma tarefa complexa. Temos três equipamentos de infância com resposta de creche e pré-escolar, mas olhamos para lares, centros de dia, unidades de cuidados continuados, porque não! Faço falta lá fora. Vamos conhecer as quase 400 Misericórdias, assumir as pessoas, inteirarmo-nos de outras realidades para que na nossa Casa possamos reconhecer o nosso “Por Bem Servir”.

JEL27 – janeiro/fevereiro 2020
Sónia Firmino
Sónia Firmino

Diretora Jornal Economia Local (JEL)

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