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Sintra Integra: Parceria para a integração sociolaboral

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O Projeto Sintra Integra – integração socioprofissional e na comunidade de pessoas com doença mental, existe desde 2017 e é fruto de um protocolo entre o Município de Sintra, o HFF-Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca e o CINTRA – Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa para além da inclusão já nomeada, o projeto visa ainda o reforço da autonomia e a da independência destes cidadãos, através de sua colocação em atividades profissionais ou socialmente úteis, incluindo o voluntariado.

A AESintra foi desafiada pelo Vereador da CMS, Eduardo Quinta Nova, grande impulsionador do projeto e entendeu a importância de ser parceira ativa do Projeto, na medida em que a sua aplicação ao tecido associativo ganha especial sentido numa lógica de promoção da responsabilidade social das e nas empresas.

Contextualizado que está o primeiro grande objetivo do Projeto Sintra Integra – contribuir para as práticas e políticas de inclusão de pessoas com doença mental e suas famílias, promovidas no concelho de Sintra – acrescentamos outros também de particular importância. Criar respostas não institucionalizadas que promovam a autonomia, a autodeterminação e a realização pessoal de pessoas com doença mental através da integração em contextos diversificados conforme as suas características singulares, preferências e interesses.

Em terceiro lugar o projeto quer potenciar uma cidadania ativa e a participação social destes cidadãos em situações de igualdade com outros pares e por último, o Sintra Integra pretende promover “um olhar” centrado nas potencialidade e riquezas singulares de cada pessoa, para além das suas limitações.

Na prática, porque a AESintra é um agente de integração no mercado de trabalho, na medida em que estabelece pontes e relações de confiança com os agentes económicos com capacidade de empregabilidade instalados no concelho, o JEL foi recolher o testemunho de Augusto Figueiredo, proprietário do restaurante Ti’Gusto, em Agualva, empresário que deu o exemplo de como pode ser feita a integração prática de uma pessoa com doença mental.

A AESintra identificou o sócio, fez o contacto e a articulação necessários ao processo de recrutamento do Pedro. Depois desta interferência direta e ativa da AESintra o acompanhamento do recrutado em causa é feito pela Câmara Municipal de Sintra e pelas técnicas do Cintra. Segundo Augusto Figueiredo, a experiência está a ser enriquecedora: “fui contactado pela dra. Olga Figueiredo que me convidou a ser parte ativa no processo de integração do estagiário e tendo o recebido no restaurante há mais ou menos um mês; esperamos tê-lo cá durante um ano.

Augusto Figueiredo adiantou-nos que o estagiário se relaciona muito bem com ele e com os restantes colegas, é muito disciplinado, assíduo e pontual e mostra preocupação por fazer todas as tarefas que lhe são pedidas. O quadro clínico do estagiário, nas palavras do proprietário do Ti’Gusto, “não condiciona em nada a rotina do restaurante, mesmo quando se percebe a necessidade de um acompanhamento mais próximo, na medida em que o estagiário ainda tem algum receio de tomar decisões de forma autónoma”.

Lenda foto: Augusto Figueiredo, proprietário do Restaurante Ti’Gusto, em Agualva.

Uma das coisas curiosas demonstradas por Augusto Figueiredo é a diferença que o mundo empresarial pode proporcionar na vida destas pessoas com quadros de doença mental. Este associado da AESintra está visivelmente empenhado no acompanhamento do estagiário, tanto que, até nos confessou: “vou abrir outro restaurante e já disse às técnicas que vou levar o estagiário comigo”.

Na generalidade Augusto Figueiredo concorda com a importância e a existência de projetos como o Sintra Integra, porém, também confirma que esta inclusão através das experiências laborais deve ser sempre personalizada e adaptada: “o Pedro, pela sua condição clínica, não tem a polivalência necessária neste tipo de funções, mas tornou-se muito útil quando adaptamos o seu perfil de pessoa com doença mental ao trabalho que há para fazer no Ti’Gusto”.

JEL37 – abr. mai. jun. – 2022

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