AESintra Criação do Próprio Emprego

Negócio criado com a rede da AESintra – A Beirã

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(Na foto, Rita Estevão – Promotora do negócio criado com o apoio do Gabinete de Criação do Próprio Negócio da AESintra)

A BEIRànasceu em plena pandemia, a partir de Belas e com o apoio fundamental da AESintra – Entidade Prestadora de Apoio Técnico (EPAT). Em termos práticos, desde a ideia até à abertura da empresa, saiba como a AESintra pode ajudá-lo a alcançar o sonho de ser dono(a) do seu próprio negócio; a promotora Rita Estevão sonhou!

Rita, do jornalismo à comercialização dos produtos regionais; como é que tudo isto começa?
Sim, é verdade, licenciei-me em Comunicação Social e fui jornalista durante alguns anos. Depois disso ainda tive uma experiência muito importante em Moda, na área comercial. A ideia da Beirã já estava a maturar há alguns anos e tomou forma após um período de desemprego.

Como é que surgiu?
Tenho raízes familiares da Beira Baixa, a minha família é toda do Fundão. Sou profundamente ligada à terra e aos produtos regionais com tradição artesanal. Na base de todo o projeto/ideia, está a vontade de dar visibilidade aos pequenos produtores de azeites, queijos, compotas artesanais, etc, exclusivamente da Beira Baixa.

E como chega ao contacto com a AESintra?
Apresentei a ideia do projeto no final de 2020, em plena pandemia. Sabia que existia um programa de apoio a empreendedores, através do Centro de Emprego e percebi que era elegível por estar desempregada e a receber subsídio de desemprego. No IEFP deram-me uma lista de entidades que podiam alavancar a minha ideia, dando-lhe forma e estrutura empresarial, e eu escolhi a AESintra.

Qual foi o primeiro passo que deu já com a AESintra?
Foi perceber se a ideia tinha viabilidade, junto do Gabinete de Criação do Próprio Emprego; e tinha! Por ser um negócio totalmente online, com um nicho de mercado bem definido e diferenciado e por estar a ser criado por alguém motivado pela agregação de vários produtos identitários de uma determinada região e não só por um produtor com marca singular.

Na prática, que ajuda a AESintra lhe deu? Considera ter sido essencial?
Sem dúvida! Comecei a trabalhar com a AESintra em janeiro deste ano o que desde logo se revelou essencial na formalização e construção de todas a ideias que tinha em conceito. A AESintra ajudou-me a encontrar os números, as estatísticas e as projeções do negócio. Todo esta ajuda resultou num dossiê onde estão explicadas as mais-valias, as oportunidades e até o que pode correr mal. Na verdade, se não tivesse sido a AESintra, tinha tido a necessidade de contratar um contabilista ou um técnico especializado, o que seguramente representaria o dobro do tempo e dispêndio de dinheiro.

Página de Facebook – A Beirã

Quando é que o projeto foi aprovado?
Em maio deste ano. Claro que mesmo depois de ter ido para os serviços gerais, em Lisboa, ainda foi preciso prestar alguns esclarecimentos, mas a AESintra esteve sempre presente em todo o processo. Tinha a hipótese de recorrer ao microcrédito, mas não foi necessário. O montante do financiamento correspondeu ao subsídio de desemprego pago na totalidade e de uma vez só.

O que é A Beirã e qual o perfil do cliente que deseja alcançar?
É uma loja exclusivamente online, pensada para atrair um público jovem que queira conhecer e comprar produtos regionais e artesanais da Beira Baixa. Pretendo desafiar este público a experimentar estes produtos regionais de forma mais ousada, mais versátil.

Recorreu a ajuda externa depois de aprovado o projeto?
Recorri a uma agência de branding para desenvolver a marca Beirã e para me ajudar na construção do site e na gestão das redes sociais.

Aconselha o  aconselhamento empresarial (passo a redundância) da AESintra?
Sim, o mais possível. É essencial perceber e projetar um negócio para o sucesso, percebendo que custos e proveitos podem estar associados, qual a concorrência direta e que ferramentas podem ser utilizadas na divulgação e promoção do negócio. Ser empreendedor envolve mais do que uma boa ideia, é preciso ter noções básicas para a definição de um bom plano de negócios e se não é essa a nossa formação, há que recorrer à ajuda especializada.

JEL 34 – edição setembro/outubro 2021

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