Empresas/Negócios Especial edição

MB WAY: Soluções de pagamento

JEL
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EDIÇÃO32 – JEL – MARÇO/ABRIL 2021

O dinheiro deixou de estar nos bolsos ou em carteiras para estar num telefone, num cartão contactless ou até num relógio. A pandemia multiplicou por muito esta tendência mundial, ora por receio de contágio via toque ora porque as transações comerciais passaram a ser à distância. Novos hábitos de consumo, novos meios de pagamento, confirmam os tempos da demanda digital. O desafio lançado aos agentes económicos é real – já não é possível adiar a mudança – e quem resistir, perde.

73,9% dos portugueses reduziram ou deixaram por completo a utilização de dinheiro físico e Portugal está no topo dos países com “maior aversão a pagamentos em numerário”. Foi aberto um novo ciclo para todos os agentes presentes numa relação comercial, forçado pela alteração de hábitos de consumo e por novas soluções de pagamento. A sobrevivência do comércio a retalho passa pela adaptação à digitalização da economia e aos novos modelos de negócio. Com os olhos postos nessa adaptação e a pensar na grande fatia de associados que a AESintra representa, o JEL foi à procura de respostas, tendo encontrado uma solução vencedora; MB WAY. Esta aplicação da SIBS tornou-se a maior app de pagamentos portuguesa durante o último ano. Permite fazer compras, transferir dinheiro e criar cartões MB NET só com o telemóvel. 230% é o valor percentual que indica o crescimento referente às compras em loja física utilizando a app desde que a pandemia se instalou. Fomos conhecer as funcionalidades da MB WAY e estivemos à conversa com Gonçalo Amaro, diretor de digital & e-commerce da SIBS.

MB WAY; que produto é este e que funcionalidades acrescenta aos pagamentos online?
Surgiu em 2015 e nasceu numa aplicação própria com um conjunto de funcionalidades multicanal. Pretende facilitar o pagamento e as compras dos portugueses e está presente nos mais variados cenários de compra. A partir de 2019 passou a ser disponibilizado nas apps bancárias. Essas funcionalidades passam pela transferência imediata de dinheiro (uma das opções mais utilizadas), pela criação de cartões virtuais para transações com marcas internacionais (ex: Visa/Mastercard) – isto porque podemos fazer compras online com o número de telemóvel de forma tão segura como com o MB NET. Inclui ainda opções de compra através da leitura de QR Codes e como meio de pagamento utilizando a tecnologia de pagamento NFC (contactless). O MB WAY tem ainda um conjunto vasto de outras funcionalidades menos expressivas dirigidas a nichos de mercado. É também possível fazer donativos através da app, serviço que muito orgulha a SIBS e que só no último ano envolveu um universo de donativos de 1 milhão de euros.

O Relatório de Tendências de Meios de Pagamento da Mindsait Payments, revela que os portugueses são os europeus com mais aversão ao toque físico em dinheiro e em terminais de pagamento, porém, somos um país atrasado na utilização de pagamentos por meio digital; isto é contraditório?
A SIBS tem no seu ADN a preocupação com a segurança em todas as transações. As nossas soluções são desenvolvidas “by design”. É verdade que o tema revela alguma contradição; se por um lado o português é muito rápido na adaptação de novas tecnologias, por outro há uma franja da população que revela alguma iliteracia financeira, o que induz sentimentos de insegurança, medo e até algum conservadorismo na utilização das ferramentas digitais disponíveis. O desejo da SIBS é conseguir soluções digitais o mais invisíveis possível e o MB WAY surge logo na sua génese com um fator de segurança muito intrínseco.

Uma das questões recorrentes são os custos associados à aplicação. Há ou não há custos para o utilizador MB WAY?
É uma aplicação gratuita e nunca teve custos associados. Pode ser “baixada” a partir de qualquer store. Uma das funcionalidades – a mais utilizada – são as transferências bancárias e a estas poderá estar associada (há bancos que nunca introduziram custos nas transferências MB WAY) uma política de custos do próprio banco. Cada banco faz os seus acordos comerciais, cabendo ao comerciante/utilizador fazer perguntas essas entidades. A SIBS, neste caso específico, é exclusivamente um provider de uma solução de pagamento.

E que outras soluções de pagamento existem para os novos modelos de negócio; take-away e food delivery?
A SIBS tem por missão o desenvolvimento dos pagamentos eletrónicos em Portugal e a partir daqui concebeu uma diversidade de soluções para as necessidades das empresas. Falo das típicas soluções de pagamento em loja, em terminais físicos; serviços de pagamento, criados para jornadas de mobilidade com terminais de mobile POS que permitem, por exemplo, o uso por estafetas de food delivery. Outra solução de mobilidade são os Smart POS, também terminais de pagamento que podem ter aplicação do próprio comerciante como soluções de faturação e de fidelização, questionários de satisfação, etc. Há um infindável conjunto de soluções para o online, desde soluções de pagamento através das gateways que se integram com as lojas online…..

Quais os setores que estão mais presentes online, noutra perspetiva, que impulso ou retração trouxe a pandemia?
Durante 2020, setores que tinham uma presença online forte no que concerne às transações foram perdendo peso a partir de março; setores ligados à mobilidade e ao turismo, por exemplo. Em sentido inverso, com assinalável impulso, surge a restauração, mas também o pequeno comércio alimentar e a retalho; o talho, as mercearias de bairro, atividades culturais e de entretenimento, subscrições, etc. Um ano volvido o comércio eletrónico disparou com mais empresas portuguesas de diversos setores até à data considerados irrelevantes a deixarem uma visível pegada online.

Mostre-me números….
Em termos de compras físicas houve claramente uma quebra significativa, na ordem dos 22%, quando comparado o último mês de janeiro e o período pré pandémico. O dado positivo tem sido a adoção muito rápida do MB WAY o que na prática se traduziu num crescimento de 230% nas compras com o telemóvel. Olhando para o padrão de compras online, outro dado a reter, são as compras em comerciantes portugueses que cresceram de forma impressionante, na ordem dos 70%. As compras em comerciantes estrangeiros também cresceram mas o impacto foi mais modesto.

E a busca permanente pela segurança e proteção de dados continua a ser o foco da SIBS?
A SIBS é o principal processador de dados de consumo em Portugal. Desde março de 2020 tem publicado algumas infografias e outras publicações por forma a esclarecer a sociedade e a opinião pública. O papel da SIBS no processamento destas operações de pagamento, feitas em mais de 350 mil terminais espalhados pelo país, é crucial para a sustentabilidade e interpretação das práticas de e-commerce. No final do ano passado lançámos uma plataforma omnichannel – a SIBS backoffice – que permite aos comerciantes a visualização de todas as operações de forma consolidada e a realização de forma mais simplificada de algumas operativas como as devoluções. Procuramos trazer sempre novos casos de uso para os comerciantes por forma a tornar a experiência de compra do consumidor, na loja no site, na rua, cada vez mais simplificada e segura.

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