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Empresários despertam para a Segurança e Saúde no Trabalho

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Existe um antes e um depois do SARS-CoV-2 para a Segurança e Saúde no Trabalho (SST), enquanto prática empresarial obrigatória e enquanto conceito generalizado e transversal à própria sociedade civil. Este vírus, sozinho, sem pré-aviso e abruptamente, revelou ao cidadão comum realidades que há muito se tentam integrar nas rotinas das empresas, como por exemplo, a importância dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva (EPCs). Estas rotinas, muito antes da pandemia, já eram motivo de destaque para a implementação das boas práticas de SST nas empresas, particularmente em determinados setores de atividade.

Agora tudo mudou. Esta pandemia despertou consciências, não tanto pela obrigatoriedade legal de acionar práticas em ambiente empresarial, como até aqui se tentava incutir nas empresas, mas mais pelo perigo latente que infelizmente o mundo sente e quer evitar. O Gabinete da AESintra de SST gere um universo aproximado de 1500 associados com contrato ativo. Estes associados, durante o 1º confinamento, experienciaram um manancial de dúvidas em matéria de higiene, proteção e segurança dos espaços e das pessoas. Neste período a AESintra, também confinada, esteve sempre à distância de um clik ou de um telefonema. E assim foi. Foram atendidas centenas de chamadas, esclarecidas muitas dúvidas e enviadas um sem número de informações que preparam o mês de maio; mês de reabertura das atividades económicas.

Uma das conclusões a tirar desta pandemia é a importância que a Segurança e Saúde do Trabalho trouxe. Até então, durante anos, uma parte significativa dos associados não fazia ideia da importância das boas práticas de SST e não tinha consciência das vantagens imediatas e a longo prazo da sua aplicabilidade. A Covid19 mudou tudo. Até a própria Comunicação Social passou com frequência a mensagem certa; “na dúvida e no esclarecimento fale com a empresa que vos presta serviços de SST”.

Durante os meses de maio e junho, dispararam os contratos de SST feitos com a AESintra. Em boa hora, porque a realidade assim o exige, as empresas começaram a encarar o serviço de SST como uma valia na captação e fidelização dos clientes e hoje já não passam sem ele. Os processos normativos existem e, na sua maioria, emanam da Direção Geral da Saúde. O desafio das empresas que prestam serviços de SST, como é o caso da AESintra, é, dentro daquele pacote de medidas, nem sempre consensuais e muitas vezes transitórias e mal comunicadas, encontrar equidade na aplicação, tendo em conta a realidade de cada setor e, mais apertado ainda, a realidade de cada negócio.

A AESintra está à vontade para dizer que outras empresas de consultoria trabalham pacotes obrigatórios, não interpretam nem adaptam os métodos, trabalham maioritariamente pelo negócio e não integram na sua estrutura organizativa outras valências. Na AESintra, quem contratualiza um serviço de SST, vai mais além de uma auditoria anual, além de uma avaliação de riscos ou da lembrança do preenchimento do anexo D. Há um acompanhamento pró-ativo, próximo e personalizado. Sabe-se que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) a GNR e a Policia Municipal estão a fiscalizar espaços comerciais e empresas para fazer cumprir as normas.

O gabinete de SST da AESintra trabalha na retaguarda daquelas entidades, colaborando com as empresas na implementação das normas, promovendo uma atitude pedagógica, formando colaboradores e otimizando processos. Se antes da pandemia a confiança nos serviços de SST estava em crescendo, agora, meses depois do primeiro embate, percebeu-se que a Associação foi um porto de abrigo e um recurso essencial no esclarecimento e apoio.
2021 trará novos desafios. As auditorias são muito mais demoradas, porque a exigência dos associados e as práticas também aumentaram. Os técnicos sabem que a diferença entre o fazer só o obrigatório vs fazer o obrigatório com sentido de equidade , procurando a otimização e a empatia com o associado, é a grande diferenciação da AESintra.

A pandemia provou isso mesmo; é na crise e no caos que se fortalecem relações de trabalho e de confiança. Durante estes meses o gabinete de SST perdeu alguns contratos por insolvência das empresas, ganhou novos pelo serviço de qualidade que prestou e reconquistou alguns porque a resposta de outras empresas de consultoria não foi tão eficaz; quem o diz são os associados da AESintra.

JEL31 novembro/dezembro 2020
Sónia Firmino

Diretora Jornal Economia Local (JEL)

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