Atividades Segurança Alimentar

AESintra leva Cultura de Segurança Alimentar à escola

Partilhar

Para a aplicação dos conceitos básicos em segurança alimentar o Regulamento (CE) n.º 852/2004 é uma espécie de farol. Este conjunto de normas, relativo à higiene dos géneros alimentícios, foi revisto em março de 2021 e na prática trouxe novas preocupações e novas dinâmicas de prevenção e segurança para os técnicos da AESintra e para todas as entidades prestadoras deste serviço. Na revisão foram incluídas novas disposições de segurança relacionadas com a prevenção da presença de alergénios nos alimentos, normas relativas à redistribuição de alimentos e introduzido o conceito de cultura de segurança alimentar.

Este cenário renovado, motivou, claro está, a estratégia de atuação do Gabinete de Segurança Alimentar da AESintra que para além do serviço integrado que presta aos associados, decidiu que o ano de 2022 seria um ano de contacto próximo com crianças em idade escolar e pré-escolar, com um sentido pedagógico, quase que em preparação das gerações futuras de empresários e agentes económicos. Esta decisão foi tomada destacando o último conceito introduzido pela proposta de revisão acima já mencionada – “cultura de segurança alimentar”.

Esta “cultura”, diz-nos a própria Comissão, deve “ser implementada e mantida pelos operadores das empresas do setor alimentar, com compromisso e envolvimento próximo da gestão das mesmas, e deve ter em conta a natureza e dimensão da empresa. O seu objetivo é aumentar a segurança alimentar através do aumento da sensibilização e da melhoria do comportamento dos trabalhadores nos estabelecimentos alimentares.”

Este trabalho de “aculturação” do conceito é de encaixe gradual, como de resto são quase todas as sensibilizações que se fazem nesta ou em qualquer outra matéria, e quanto mais cedo for feita a sensibilização, mais cedo se fortalecem hábitos e comportamentos coniventes com as práticas de segurança alimentar.

Infantário Popular de Sintra – Ação na comunidade
O Gabinete de Segurança Alimentar decidiu intervir junto dos mais novos, em ambiente controlado e permeável à aprendizagem como foi aquele que encontrou no Infantário Popular de Sintra. Em dois grupos de crianças, em idade pré-escolar, as nossas técnicas ensinaram a confecionar uma refeição rápida e saudável, perfeitamente adaptável ao pequeno-almoço. Os pequenos aprenderam a fazer panquecas de banana e no final levaram a receita para casa com o pedido para incentivarem os pais prepararem as panquecas com eles.

Este infantário foi escolhido por ser uma referência no cumprimento das boas-práticas de segurança alimentar tendo sido até já premiado por isso mesmo, são associados da AESintra e por ser também importante conhecer
qual importância da cultura de segurança alimentar nos próprios procedimentos e no plano de atividades da própria instituição, recolhemos o testemunho de Diretora Técnica/Pedagógica, Ana Paula Nunes, com uma
experiência de trinta anos.

A técnica reconhece a importância da cultura de segurança alimentar na escola e sente que nos últimos anos o conceito tem ganho cada vez mais importância. Ana Paula adiantou que a escola é um elemento fundamental nesta matéria, porque, em sentido prático, “cabe-nos perceber quais os hábitos de preparação dos pequenos almoços ou lanches que trazem, onde infelizmente, ainda se encontram artigos que ficam aquém do que é esperado.

Ana Paula Nunes, Diretora Técnica/Pedagógica

Esses artigos são sempre os mais fáceis de preparar. Grande parte dos pais não têm tempo, vivem assoberbados no stresse do dia-a-dia e acabam por desvalorizar esta questão, daí serem tão importantes estas ações”. A Ana Paula vê nestas ações o sentido pedagógico que a própria intervenção da escola tem: “ajudamos os pais nesta dinâmica, passando às crianças alguns conceitos práticos alusivos ao tema que hoje vocês trazem aqui e incentivamo-las a fazer o mesmo com os pais. Também conversamos com os pais, sempre com uma atitude de apoio”.

No Infantário Popular de Sintra são bem visíveis os cuidados com a alimentação que, segundo Ana Paula, tendem a ser cada vez mais exigentes, até porque são também cada vez mais frequentes entre as crianças quadros de alergias alimentares”. Ana Paula adiantou-nos que os pais estão cada vez mais despertos para as questões ligadas à cultura de segurança nos alimentos e essa questão passou a ser frequentemente levantada logo nos primeiros contactos com a escola e, felizmente, quando é identificada alguma questão mais individualizada são construtivos quando fazem a critica ou quando a recebem.

JEL37 abr. mai. jun. 2022

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *