AESintra Criação do Próprio Emprego

Apoio na criação de negócios

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(Na foto: Sandra Neves – Coordenadora do Gabinete de Criação do Próprio Emprego da AESintra)
EDIÇÃO32 – JEL – MARÇO/ABRIL 2021

A AESintra é uma Entidade certificada pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação profissional – para Prestar Apoio Técnico (EPAT) a promotores/empreendedores, na Criação do Próprio Emprego (CPE). Sandra Neves, na foto, é a responsável pela coordenação do Gabinete de Criação do Próprio Emprego, estrutura interna da AESintra que integra uma equipa pluridisciplinar. O apoio prestado a partir daquela estrutura está dividido em duas grandes áreas: apoio ao promotor para clarificação da sua ideia de negócio, com consequente elaboração da candidatura e, numa fase posterior, na aprovação da candidatura, apoio na abertura e no acompanhamento do negócio durante os dois anos seguintes.

O papel da AESintra é ajudar os promotores a implementar o negócio no mercado, resolvendo os constrangimentos que possam aparecer e sugerindo ferramentas para que os negócios possam vingar. Em 2021 o Gabinete de Criação do Próprio Emprego elaborou candidaturas para a criação de 22 novos negócios. Para Sandra Neves, “num ano com perturbações à atividade normal devido à pandemia de Covid 19, considero que foi um ano muito bom”. Apesar de prematuro, a coordenadora do gabinete prevê que 2021 seja um ano difícil, porém, adianta:

“os períodos de crise levam ao encerramento de muitas empresas o que impacta no aumento direto do desemprego. Diz-me a experiência de outras crises económicas e sociais que as pessoas contrariam o ciclo e a inatividade profissional com empreendedorismo”,

razão pelo qual a Sandra “prevê um ano desafiante com a criação de novos negócios e com o redobrar de uma atitude que chamo de pedagogia empresarial e motivacional, no sentido de retirarmos das pessoas a criatividade e o empenho necessários, face às previstas e já instaladas dificuldades conjunturais que vão obrigar à cautela”. Perguntámos, na prática, como é feito o acompanhamento da AESintra, e a coordenadora do gabinete explicou que existem várias entidades no concelho a prestar o mesmo tipo de apoio, mas a AESintra trabalha em exclusivo no território concelhio, só apoiando negócios com constituição e sede em Sintra.

A maior parte das pessoas que procuram a AESintra estão numa situação de desemprego. Começam por fazer uma primeira entrevista onde é feito uma espécie de briefing ao negócio que o promotor pretende criar. Se ficar definido o avanço para a candidatura, a mesma avança já com a AESintra na definição formal do descritivo do projeto que integra na criação do plano de negócios onde todos os aspetos são pensados, desde a escolha do tipo de empresa a constituir, à abordagem de marketing, de gestão, e tantos outros aspetos importantes para quem vai abrir uma atividade.

Nesta altura, aquando da entrega de candidatura, termina a 1ª fase de apoio da AESintra, “retomado no futuro, caso a mesma seja aceite, o que faz principiar mais dois anos de consultoria que não obriga a que os novos empreendedores tenham de ficar connosco, mas na prática todos acabam por ficar, acrescentando ainda que “até á data todas as candidaturas apresentadas foram aprovadas, o que nos garante a eficácia e notoriedade do gabinete”. Quanto à questão feita a Sandra Neves, solicitando que nos dissesse quais os conselhos técnicos que podia avançar para estes promotores, adiantou-nos: “é importante que percebam a diferença que existe entre empregabilidade e a criação de negócio por conta própria.

O facto de alguém ter estado grande parte da sua vida a desenvolver determinada tarefa não é garantia de que essa competência seja suficiente para gerir com sucesso um negócio próprio. Há que perceber quais as parcerias importantes; que leque de fornecedores são os mais adequados; que técnicas de divulgação e comunicação existentes e quais as mais adequadas ao core business do negócio em abertura; que concorrência existe e qual a expectável permeabilização no mercado, etc”.

Por último, quisemos saber quais as expetativas para o Gabinete neste ano de rescaldo ao que Sandra Neves, otimista e segura, respondeu, “a média anual de elaboração de projetos pode não sofrer grande alteração, mas podemos vir a observar um crescimento dos contactos por reação direta ao crescimento do desemprego”. A Sandra lamenta que todos os candidatos não possam receber formação ativa e útil para criar o seu próprio negócio, verificando-se que muitos dos promotores não têm sequer as noções básicas de como fazê-lo. A AESintra é um parceiro fundamental para estes empreendedores que procuram no gabinete o apoio administrativo, jurídico, financeiro, contabilístico e processual que não podem pagar para ter na fase inicial do seu negócio.

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